A amizade é um fator determinante para a felicidade dos portugueses. Esta é uma das principais conclusões do estudo “A Amizade em Portugal. Como é? O que é que mudou?”, realizado pelo CIS-Iscte, que confirma que ligações autênticas e confiáveis são essenciais para uma vida mais equilibrada e feliz.
Os dados revelam alterações nas dinâmicas de amizade em Portugal ao longo da última década, com destaque para a diminuição do convívio e o grau de importância do contacto presencial. Apesar de 62% dos inquiridos não identificarem um impacto significativo da pandemia de COVID-19, entre 2015 e 2025 verificou-se uma redução no número de amigos e de amigos íntimos, sobretudo entre os mais jovens.
A maioria dos portugueses encontra-se com amigos pelo menos uma vez por semana, sendo os mais jovens os que mais convivem [63% dos jovens convivem presencialmente com amigos pelo menos uma vez por semana, mais do que os mais velhos (51%)]. Contudo, em ambos os casos, o número de encontros tem vindo a diminuir nos últimos dez anos.
O estudo reforça que a qualidade das amizades tem um impacto até três vezes superior no bem-estar quando comparada com o número de amigos, destacando-se face a outros tipos de relacionamentos, nomeadamente as relações familiares.
Mais de metade dos portugueses descreve um bom amigo como “alguém que está sempre presente”, destacando a confiança, intimidade, apoio e reciprocidade como valores essenciais.


